Governo garante recursos para terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida

Programa será lançado ainda neste semestre e entregará 3 milhões de novas moradias; detalhes das obras e distribuição estão sendo tratados com representantes de 12 movimentos sociais

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Brasília – Durante reunião com representantes de 12 movimentos sociais voltados para a luta por moradia popular no país, ministros e presidentes de estatais informaram hoje (23) que o governo se prepara para lançar, ainda neste semestre, a terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. Eles se comprometeram a realizar, até lá, uma série de ações para agilizar o fluxo de pagamento das obras que estão em andamento, fazer contratações para dar conta de concluir o que foi prometido no ano passado e liberar os recursos necessários.

No encontro, o segundo realizado entre governo e entidades diversas para discutir o tema, ficou garantido que as ações desta nova fase do programa serão definidas a partir de amplo debate com os representantes do movimento. Apesar de ter sido divulgada no início do mês, embora sem confirmação de uma data, a reunião aconteceu dois dias depois que a presidenta Dilma Rousseff recebeu críticas públicas do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, numa visita feita ao Rio Grande do Sul. Stédile disse que os ministros precisavam ser mais humildes e deveriam procurar conversar mais com os movimentos sociais.

Participaram do encontro, no Palácio do Planalto, os ministros das Cidades, Gilberto Kassab, do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, além da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior. Por parte dos movimentos, marcaram presença representantes da Central de Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam); Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e União Nacional por Moradia Popular (UNMP). Além do MST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outras entidades.

Consulta aos movimentos

A palavra de ordem, segundo a reunião, foi o diálogo com os participantes, daqui por diante. “O programa será anunciado após a consulta aos movimentos sociais. Faremos, até lá, reuniões setoriais entre ministérios e movimentos do campo e da cidade”, destacou o ministro Rossetto. “O governo está preparando o país para entrar em um novo ciclo de desenvolvimento e o Minha Casa, Minha Vida faz parte dele”, acrescentou Nelson Barbosa, ao garantir a liberação dos recursos.

Segundo o ministro Gilberto Kassab, a meta do Executivo para esta terceira etapa do programa é a construção de 3 milhões de moradias. Kassab afirmou que, na última semana, empresários da construção civil já foram chamados ao seu ministério para conversar sobre detalhes do cronograma e modelagem de mais esta fase do Minha Casa, Minha Vida.

“Consideramos positivo o encontro, mas as propostas ainda estão em fase de discussão. O acertado foi de que participaremos de todas as etapas e nos reuniremos uma outra vez até o lançamento do programa”, ressaltou Graça Azevedo, da Contag. “O caminho tem que ser esse, do diálogo e entendimento, mas queremos que esse diálogo seja observado sempre e não num único momento ou em relação a um único programa”, acentuou Jairo Silva, do MTST.

Bloqueios em rodovias

No início da manhã, manifestantes do MST e da chamada Frente Nacional de Luta Campo e Cidade bloquearam quatro rodovias de grande circulação no entorno do Distrito Federal e provocaram intenso engarrafamento nas vias que ligam as regiões administrativas do Gama e Valparaíso a Brasília. Eles apresentaram reivindicações que englobaram tanto a necessidade de mais moradias, como também a realização de uma reforma agrária efetiva no Brasil.

No último sábado, ao receber as críticas de Stédile – que, além da falta de humildade do governo, reclamou da preocupação dos movimentos sociais com os cortes a serem feitos no Orçamento da União e com a condução da política econômica –, a presidenta Dilma afirmou que “ninguém tem que concordar com o governo em tudo”, mas o que ela pede no momento aos movimentos é “muito diálogo”. A presidenta reiterou, ainda, que “dialogar é, necessariamente, uma posição de humildade”.

Fonte: Rede Brasil Atual, por Hylda Cavalcanti

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