Guarani Kaiowá seguem na luta por demarcação de terras no MS

Na região, acontecem, em disputa com fazendeiros, mais assassinatos de indígenas do que em todo o resto do Brasil

Última área homologada aos Guarani Kaiowá foi em 2005/ REPRODUÇÃO/TVT

Última área homologada aos Guarani Kaiowá foi em 2005/ REPRODUÇÃO/TVT

São Paulo – Baixa expectativa de vida, taxa de assassinatos alarmante, índice de suicídio altíssimo. Essa aberração acontece no sul do Mato Grosso do Sul, onde, no início de julho, cerca de 70 índios ocuparam duas fazendas e foram atacados. É uma antiga batalha por posse de terras. De um lado, os fazendeiros, do outro lado, os Guarani Kaiowá, em um conflito muito desigual.

Entre os anos 1940 e 1970, eles foram acomodados em pequenas áreas, na região, mas, o tempo passou, e os espaços foram ficando pequenos, sem condições de plantio, pesca e caça. Por isso, no final da ditadura,  nos anos 1980, se organizaram para a conquista das terras que lhes eram de direito.

“Como forma de enfrentar essa situação, surgiu o movimento político de ocupação de terras, que é conhecido pelo fato de ser articulado em torno das grandes assembleias Guarani Kaiowá, chamadas de Aty Guasu”, explica o antropólogo e jornalista Spensy Pimentel.

“Criaram todo tipo de resistência, de natureza jurídica, política, mas também utilizaram de forças absolutamente ilegais, paramilitares”, afirma o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara.

Segundo dados da Comissão, os Guarani Kaiowá são mais de 45 mil, em situação de extrema pobreza. 80% das famílias vivem apenas com a cesta básica. Um povo que também convive, de perto, com a violência.

Spensy Pimentel afirma, com base nos relatórios divulgados pelo Conselho Indígena Missionário (Cimi), queno Mato Grosso do Sul acontecem mais assassinatos de indígenas do que em todo o resto do Brasil. Para o antropólogo, sem um entendimento os conflitos devem continuar.

Guaranis Kaiowás vivem em 30 terras e mais 30 acampamentos, o que corresponde a menos de 50 mil hectares. A última área homologada foi em 2005, no governo Lula, com 1.200 hectares. Organizados em assembleias, as Aty Guasu, os índios têm cobrado, incessantemente, das autoridades a identificação das terras. Eles querem que as fazendas tidas como áreas indígenas que sejam desocupadas.

Assista à reportagem de Caroline Campos, para o Seu Jornal, da TVT:

Fonte: Rede Brasil Atual

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