Filme ‘Formigueiro’ mostra lutas de mulheres em todos os cantos do país

Documentário independente feito por feministas e comunicadoras faz campanha de financiamento colaborativo para continuar na estrada e levar gratuitamente o registro para todo o Brasil

A equipe do filme acompanha desde março a 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres/ Divulgação

A equipe do filme acompanha desde março a 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres/ Divulgação

Há questões que atingem da mesma forma a vida de mulheres por todo o Brasil: a violência, o desrespeito, o machismo, o perigo trazido por abortos clandestinos, entre tantas outras. Mas há também embates regionais que mobilizam milhares de mulheres pelos rincões do país. São exatamente estas lutas que o documentárioFormigueiro – A Revolução Cotidiana das Mulheresretrata.

O filme que pretende dar voz às mulheres e a suas reivindicações é uma produção independente feita por um grupo de comunicadoras e militantes feministas que acompanha desde março a 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

A MMM é um movimento feminista internacional que promove uma grande mobilização a cada 5 anos nos países onde atua. Em 2015, a ação tem como tema “Os Territórios das Mulheres”, sejam eles seus próprios corpos, o lugar onde vivem, trabalham e se relacionam. No Brasil, as ações são focadas em pautas como o fim da violência contra a mulher, agroecologia, economia solidária e feminista, legalização do aborto, desmilitarização, entre outras.

“As histórias do filme estão relacionadas ao feminismo, mas não apenas às questões feministas que estão diretamente relacionadas só às mulheres. Claro que tem a questão da violência, do aborto etc. Mas também tem muito forte essa questão dos territórios, do agronegócio, dos transgênicos e todas essas pautas do feminismo anticapitalista”, afirma a diretora do documentário, Bruna Provazi.

“A ideia surgiu do nosso envolvimento com a militância e com a comunicação. Nós resolvemos acompanhar neste ano as ações da Marcha Mundial das Mulheres de março a outubro, viajando para todas as regiões. Nesse meio do caminho, acabamos conhecendo muitas mulheres que têm histórias de vida e luta incríveis. Então, a ideia do filme é dar visibilidade e voz para essas mulheres que não estão na mídia nem nos grandes centros”, declara Bruna.

Entre muitas histórias emocionantes e de luta que a equipe registrou até o momento, a diretora destaca uma: “A dona Gineide é agricultura e mãe de uma jovem, também agricultora, que, aos 16 anos foi estuprada e assassinada. Apesar de ter sido muito triste, a mãe montou um comitê de defesa e solidariedade para que a violência não aconteça com outras jovens. Como ela estava na marcha, pudemos conversar um pouco com ela e foi muito emocionante conhecer sua história de vida”.

Segundo Bruna, o nome do filme vem do que a equipe entende ser o trabalho de formação feminista hoje: “É para dar a ideia desse trabalho de formiguinha. A gente sabe que as mulheres estão na luta e vê que estão organizadas no país inteiro. É um trabalho que não vai mudar as coisas da noite para o dia porque as estruturas estão consolidadas há anos. Mas é um trabalho constante com o qual, aos poucos, elas vão mudando a realidade delas.”

A equipe formada apenas por mulheres já passou pela Paraíba, por Tocantins, Minas Gerais, pelo Vale do Ribeira, em São Paulo, por Brasília, na Marcha das Margaridas, e pelo Rio de Janeiro. Ainda faltam Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Ceará e Rio Grande do Norte. Para continaur a captar imagens e entrevistas, as realizadoras promovem uma campanha de financiamento coletivo com a qual pretendem arrecadar ao menos R$ 14 mil, que serão usados para pagar passagens aéreas e terrestres, translados e alimentação da equipe.

Caso atinjam a segunda meta, de R$ 25 mil, a equipe poderá investir na pós-produção do filme. Se chegarem a R$ 35 mil, serão capazes de arcar com os custos da distribuição e exibição da obra. Após finalizado, o documentário deve viajar o país em um circuito de exibição popular itinerante, especialmente onde o acesso a salas de cinema ainda é limitado e, posteriormente, também será disponibilizado na internet. A previsão de estreia é no segundo semestre de 2016.

Até o momento, a equipe arrecadou pouco mais de R$ 11 mil e tem até dia 14 de setembro para atingir a meta mínima, caso contrário todo o valor será devolvido aos doadores. Para colaborar com a realização deFormigueiro, visite a página do projeto no site da Benfeitoria.

Assista ao trailer do filme:

Fonte: Rede Brasil Atual 

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