Massacre do Carandiru: 23 anos depois, violência continua nos presídios

Há 23 anos, o dia 2 de outubro entrava para a história brasileira como um de seus mais violentos capítulos. Naquele dia, a Polícia Militar do estado de São Paulo invadiu a Casa de Detenção do Carandiru com o propósito de conter uma rebelião de presidiários. O resultado: 111 presos foram mortos pelos agentes do Estado e outros 100 ficaram feridos.

Investigações mostraram corpos em posição de rendição e até algemados, reforçando a tese de execução por parte da PM.  Mais de 300 policiais participaram da operação, comandada pelo Coronel Ubiratan Guimarães. Em 2014, ao final de um longo julgamento, 73 policiais foram condenados por 77 mortes.

Nesta sexta-feira (2), movimentos sociais, familiares das vítimas, ativistas e coletivos realizaram um ato relembrando o massacre e mostrando que a violência do estado com os mais pobres ainda continua. A manifestação é parte da Semana Contra a Violência do Estado, que conta com outras atividades. Um dos principais temas pautados pelos manifestantes é a redução da maioridade penal e o encarceramento da juventude, que sofre violência e torturas na Fundação Casa.

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