PM de Alckmin: spray de pimenta contra estudantes do ensino médio

Estudantes e professores em manifestação na Paulista

Estudantes e professores em manifestação na Paulista (Mídia Ninja / Jornalistas Livres)

Uma manifestação reunindo cerca de mil estudantes e professores da rede estadual de São Paulo foi duramente reprimida pela Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (9), na avenida Paulista, região central de São Paulo. Os manifestantes protestavam contra o fechamento de escolas, anunciado pelo governador Geraldo Alckmin como parte de um plano de reorganização do ensino. A PM de Alckmin usou gás de pimenta e cassetetes contra os manifestantes. Três pessoas foram presas.

O protesto se une a manifestações semelhantes que estão ocorrendo em dezenas de cidades do estado de São Paulo. Segundo matéria da Carta Capital, ocorreram manifestações em cidades como Penápolis, São Bernardo do Campo, Indaiatuba, Ribeirão Preto, Taboão da Serra, Osasco e Hortolândia, além de vários bairros da capital paulista.

Leia a matéria completa da Rede Brasil Atual sobre a violência na Paulista:

PM de Alckmin reprime estudantes contrários a fechamento de escolas

São Paulo – Uma manifestação que reuniu pelo menos mil estudantes e professores na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, contra o fechamento de escolas estaduais pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi reprimida com violência pela Polícia Militar na manhã de hoje (9).

A Tropa de Choque da PM agrediu manifestantes com spray de pimenta e cassetetes. Três pessoas foram presas sob alegação de que seriam black blocs. Um deles foi identificado por militantes de movimentos sociais como o jornalista freelancer Caio Castor, que fazia a cobertura do evento.

O responsável pela operação, capitão Luiz Claudio dos Santos, afirmou que os três detidos eram black blocs que tentaram agredir policiais. Segundo o capitão, um dos oficiais foi derrubado no chão e sofreu ferimentos no braço. Os manifestantes detidos foram encaminhados para o 78º Distrito Policial, nos Jardins, e devem ser liberados em seguida.

“Havia na Paulista, pela nossa contagem, umas 180 pessoas. Delas, 30 foram identificadas como arruaceiros, com rostos encobertos por máscaras. Esses foram monitorados, para evitar quebra-quebra. Durante a identificação, alguns manifestantes se insuflaram contra a Corporação. Um tenente está machucado”, disse o capitão.

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Imagens da TV Globo mostram que estimativa de presença de estudantes na Paulista pela PM está errada (Reprodução)

Levantamento parcial da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), a partir de dados das próprias diretorias de ensino ligadas à Secretaria Estadual de Educação, indica que pelo menos 127 escolas serão fechadas, entre as quais escolas tradicionais, como a Escola Estadual Américo Brasiliense, no centro de Santo André, no ABC paulista. O número pode aumentar à medida que chegam novas informações.

A lista de escolas que estão sob risco de fechamento por Alckmin pode ser acessada no endereço:https://www.scribd.com/doc/284075250/Levantamento-fechamento-escolas, ou na página Não Fechem Minha Escola, no Facebook: http://migre.me/rKApd.

A presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Ângela Meyer, questionou o governador na quarta-feira (7) sobre a decisão do fechamento das escolas. A resposta foi o silêncio. Alckmin ficou mudo diante da estudante.Veja o vídeo:

Em entrevista ao Portal Vermelho ela defendeu que, por trás dos argumentos de reorganização por conta da ociosidade, está uma prática de desmonte da educação pública, que, na sua avaliação, tem sido corriqueira nos últimos 20 anos de gestão tucana no estado.

“A reivindicação é que, em vez de fecharem 30% das escolas, haja um remanejamento dos estudantes dentro das salas de aula, com maior qualidade de aprendizado para o aluno, e retirando do professor a demanda de ensinar para turmas com mais de 40 pessoas, em apenas 50 minutos”, defendeu Ângela.

Esse é o segundo grande protesto contra a medida. O primeiro foi na terça-feira (6) com cerca de 500 alunos. Diariamente ocorrem pequenas manifestações em escolas e em frente à Secretaria da Educação, no centro, desde que a medida foi anunciada.

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