Mulheres negras marcham a Brasilia no dia 18

Por Tatiana Oliveira (Comissão Política do Coletivo Quilombação e do Núcleo Impulsor da Marcha das Mulheres Negras) Do Quilombo/Geledés

A Marcha das Mulheres Negras de 2015 está sendo construída nacionalmente em todos os estados brasileiros. Em São Paulo o Núcleo Impulsor do Estado está mobilizado desde o ano passado e conta com a participação de mulheres de diversos movimentos sociais e organizações sindicais na articulação para a Marcha, inclusive o Coletivo Quilombação.

Na última plenária, realizada no dia 3 de outubro, representantes das organizações do interior do estado de São Paulo e das regiões da capital, aprovaram coletivamente nossa Carta de Princípios para a Marcha das Mulheres Negras 2015.

Ao longo dessa jornada, muitas ações foram realizadas, tais como: rodas de conversa, debates, palestras, domingos no parque. Além da participação nas manifestações do dia 8 de março, Contra a Redução da Maioridade Penal, à favor da democracia, Contra a Redução dos Direitos das Mulheres pelo Poder Legislativo, entre outras.

Os casos de racismo praticados recentemente contra mulheres negras famosas: Joice Ribeiro, Maria Júlia Coutinho e Tais Araújo, não são fatos isolados, mas uma amostra de como a sociedade brasileira é racista. Antes delas, mulheres negras não tão famosas, mas cidadãs que historicamente tem os seus direitos desrespeitados, foram mortas, como Cláudia no Rio de Janeiro; ou seus filhos mortos e desparecidos, como as Mães de Maio.  E somente mais de 50 anos após a sua promulgação, a CLT é estendida as trabalhadoras domésticas, maioria mulheres negras que trabalham sob relações típicas de trabalho escravo.

Tais práticas são a naturalização do racismo e machismo que estrutura as instituições políticas, econômicas e sociais. A mídia atua com um discurso que dissemina e consolida o machismo e o racismo como algo natural. Por isto, racismo e machismo são estruturais na sociedade brasileira e é por esta razão que o Coletivo Quilombação afirma que a democracia não chegou na periferia, para as mulheres negras em especial, que são o alvo de toda a sorte de violência da sociedade.

E é justamente contra o racismo e o machismo estrutural, contra a violência e pelo bem-viver das mulheres negras brasileiras que Estamos em Marcha.

 

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