Plano demanda negociação coletiva para reparar tragédia socioambiental em Mariana

Por Adital 

O arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior [Partido Popular Socialista – PPS], e lideranças do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), se encontraram com a presidenta Dilma Rousseff e com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel [ambos do Partido dos Trabalhadores – PT], em Belo Horizonte. O objetivo foi entregar um plano de tratamento das comunidades e famílias afetadas pelo rompimento das represas da mineradora Samarco [de propriedade das multinacionais Vale e BHP Billiton], no último dia 05 de novembro.

O documento é fruto do debate com os atingidos e contém seis pontos. Um dos principais é o reconhecimento do coletivo. “Cobramos que a negociação seja feita de forma coletiva e não individual, para que possamos construir uma nova Bento Rodrigues [localidade de Mariana mais atingida pela tragédia]”, destaca trecho do ofício.

Além deste ponto, o plano também pressupõe: aluguel de casas para todos os atingidos, até que o reassentamento seja efetivado; pagamento de um salário mensal por pessoa, até que sejam restituídas as condições de trabalho; reconstrução de todas as comunidades atingidas; e participação plena dos atingidos em todas as etapas do processo de negociação.

De acordo com a militante do MAB, Alex Sandra Marinho, a tônica do encontro foi a cobrança dos poderes estaduais e federal a responsabilização da Samarco, empresa da Vale e BHP Billiton, em relação ao desastre, em Minas Gerais. “A tragédia foi anunciada e a empresa tem que arcar com todos os prejuízos dos atingidos”, afirma.

Após a reunião, dois helicópteros sobrevoaram a cidade de Mariana para visualizarem os estragos feitos pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém. Em um deles, estava Dom Geraldo e representantes do MAB, em outro, a presidenta Dilma, o governador Fernando Pimentel e outros políticos.

A militante do MAB conta que deu para perceber bem o que as pessoas estavam contando. “Foi muito angustiante ver as imagens, não só pelo desastre, mas por todo o rastro deixado pela mineração na região. Tudo agora é lama. O Rio Doce, agora, só tem lama e as matas estão todas devastadas”, lamenta.

Confira o plano na íntegra:

Plano de tratamento das comunidades e família desabrigadas.

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