Os 12 anos do MOVA-Brasil nos 15 anos do FSM

Parceria entre IPF, FUP e Petrobras, o Projeto já alfabetizou mais de 280 mil jovens, adultos e idosos.

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Atividade autogestionada do MOVA-Brasil no FSM, em Porto Alegre.

No contexto dos 15 anos do Fórum Social Mundial Temático, que acontece em Porto Alegre, de 19 a 22 de janeiro, o Projeto MOVA-Brasil realizou a atividade autogestionada intitulada: “Os direitos dos jovens, adultos e idosos à educação pública de qualidade: as particularidades do Projeto MOVA-Brasil”, na manhã da quarta-feira, dia 20 de janeiro.
O Projeto MOVA-Brasil foi idealizado na primeira edição do Fórum Social Mundial – que também aconteceu em Porto Alegre, em 2001 – e teve início em 2003, por meio de uma parceria entre o Instituto Paulo Freire (IPF), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Petrobras. Ao longo desses 12 anos de MOVA-Brasil, 280 mil jovens, adultos e idosos foram alfabetizados em 786 municípios do país.

Na autogestionada, o Projeto MOVA-Brasil, compartilhou a experiência acumulada de 12 anos de trabalho com um Círculo de Cultura. Representantes de cada um dos 10 polos que compõem o Projeto fez uma exposição retratando parte do processo de desenvolvimento do MOVA-Brasil.

 

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 Coordenadora de polo apresentando o Projeto.

Foi lembrado que o Projeto já está na sua décima participação do FSM e que vem incorporando e intensificando as temáticas que são pautadas naquele espaço, como as questões de gênero, socioambiental e étnico-raciais. Estes temas são priorizados no processo formativo dos educadores e nas salas de alfabetização, com os educandos para contribuir com uma educação transformadora e emancipadora. O processo de alfabetização e formação é pautado pela teoria do conhecimento formulada pelo educador Paulo Freire e nos estudos de Emília Ferreiro sobre a psicogênese da leitura e da escrita.

Outro ponto retratado sobre o Projeto foi o trabalho com os Temas Geradores. “Não se trabalha com cartilhas, mas a partir da realidade. As palavras – temas geradores que são suscitadas por meio da realidade – são problematizados em sala, por meio do círculo de cultura. Desse modo, emerge o planejamento e são eleitas as situações significativas para todo o processo didático-pedagógico”, explicou a coordenadora do Polo Pernambuco/Paraíba.

Foi abordado também o acompanhamento pedagógico, com destaque para o planejamento teórico-metodológico, o diálogo permanente com os diferentes sujeitos e a presença nas salas de aulas e comunidades para se aproximar e conhecer cada vez mais a realidade dos(as) educandos(as).

Outros destaques foram a apresentação do Encontro dos Educandos(as) como o momento de construção, de voz e de formulação de propostas para diversas políticas sociais; as metas do Projeto em relação à formação profissional e ao encaminhamento para a continuidade dos estudos na Educação de Jovens e Adultos; e as formaturas: que “e um momento de confraternizar com a comunidade e familiares os saberes adquiridos pelos(as) educandos(as) no curso de alfabetização. Este momento reafirma a autoestima, a identidade de cada um e, em especial, a alegria do acesso ao direito à educação”, contou a representante do Polo Minas Gerais.

Participaram também da atividade, além de educadores e coordenadores do Projeto e da equipe pedagógica do IPF: Mara Cruz, da FUP; o gerente do setor de Responsabilidade Social da Petrobrás, José Barbosa; e o coordenador geral de Alfabetização do MEC, Mauro Silva.

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Mara Cruz, José Barbosa e Mauro Silva.

Mara Cruz, ressaltou a importância do MOVA-Brasil na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Através da articulação social desse projeto, os dirigentes sindicais petroleiros realizam um trabalho de militância que vai além das questões corporativas da categoria, pois está diretamente ligado à construção da cidadania. A alfabetização pelo método Paulo Freire é muito mais do que ensinar a ler e a escrever, é formar e empoderar cidadãos para que sejam protagonistas de suas vidas e das mudanças que queremos no mundo”.

José Barbosa, da Petrobras, afirmou que não há outro jeito de construir uma sociedade melhor se não for de forma coletiva. Estamos vivendo um momento de crise, mas olhar essa história [12 anos de MOVA-Brasil] aponta que temos motivos para comemorar nossas conquistas e continuar nos organizando para a transformação e inclusão das pessoas”.

Mauro Silva, do MEC, afirmou que o governo não muda o cenário social e educacional do país sem o apoio da sociedade brasileira. Para tanto, revelou que ainda precisam ser criadas muitas redes de parcerias. “Vimos aqui que a alfabetização não está apartada da escolarização e também do processo de profissionalização. Este tem sido o tom da política do MEC nos últimos anos, e nos alegra ter essa parceria com o Projeto MOVA-Brasil para a eliminação do número de pessoas analfabetas”.

 

Fonte:IPF

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