Fortalecimento de cooperativa de catadores/as muda coleta de lixo no interior de SP

Abordagem sistêmica da questão do lixo levou a mais renda para os membros da cooperativa e à retomada da coleta seletiva no município de Alumínio (SP)

Do Observatório

Cooperativa concentrou-se na seleção e venda de materiais

Cooperativa concentrou-se na seleção e venda de materiais (foto: Divulgação)

O fortalecimento de uma cooperativa de catadores/as de material reciclável foi o catalisador de uma profunda mudança no sistema de coleta seletiva em Alumínio, município paulista da região de Sorocaba. O processo, que começou com a parceria entre a Cooperal – Cooperativa de Reciclagem de Alumínio e a empresa de consultoria Giral aumentou em mais de 200% a quantidade de material coletado e destinado corretamente pelo sistema e levou à criação do Plano de Resíduos Sólidos da cidade.

O diferencial da experiência, desenvolvida durante o ano de 2011, foi a abordagem adotada. Em vez de seguir o caminho mais tradicional e focar apenas no fortalecimento da cooperativa em si, a proposta foi realizar um diagnóstico do sistema de coleta na cidade, agindo nos diversos elos da realidade local que impactam na produtividade da cooperativa. Nesse sentido, foi fundamental a aproximação com a prefeitura da cidade, principal parceiro da cooperativa.

A mudança proposta foi drástica: uma empresa foi contratada pelo poder público para realizar a coleta dos materiais pela cidade, permitindo à cooperativa focar integralmente no processo de triagem e comercialização dos materiais. O resultado foi um aumento expressivo da quantidade de materiais processados, de 8 para 18 toneladas/mês. Com isso, veio o aumento da renda dos membros da cooperativa: de cerca de R$ 180 em abril de 2011 para mais de R$ 700 no início do ano seguinte.

Além disso, o processo contribuiu para o início da elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PMGIRS. Com isso, a parceria conseguiu gerar impactos positivos na qualidade de vida dos/as 15 mil habitantes da cidade.

A experiência é parte dos primeiros projetos que integram o Banco de Práticas Alternativas desenvolvido pela Abong e pelo Iser – Assessoria, como parte do projeto Novos Paradigmas de Desenvolvimento.

> Saiba mais sobre a experiência e conheça o Banco de Práticas Alternativas

Abordagem sistêmica para fortalecimento de cooperativa de catadores

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