Primavera feminista: mulheres nas ruas contra a cultura do estupro

Centenas de mulheres marcharam em São Paulo para protestar contra o machismo. Manifestantes também fizeram coro de “Fora Temer”

Por Beatriz Sanz, da Revista Fórum

Ato tomou a avenida Paulista para denunciar cultura do estupro (foto: Beatriz Sanz)

Ato tomou a avenida Paulista para denunciar cultura do estupro (foto: Beatriz Sanz)

Na tarde de quarta-feira (1), um ato convocado pelas redes sociais reuniu centenas de mulheres em São Paulo. Eram mães, filhas e avós que gritavam pelo fim da cultura do estupro.

O grupo começou a se organizar às 16h, no Masp (Museu de Arte de São Paulo). Por volta das 18h, as manifestantes começaram a sair do local em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital.

O trajeto inicial seria descer pela rua Consolação. Porém, mais cedo o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) havia ocupado o gabinete da Presidência e a tropa de choque da Polícia Militar fez um cordão de isolamento, impedindo que as mulheres seguissem pela Avenida Paulista, em direção à Consolação. Elas decidiram, então, ir pela rua Augusta.

Alguns militantes do MTST se uniram para prestar solidariedade às participantes da marcha. Durante todo o trajeto, as mulheres entoavam cantos e palavras de ordem contra o machismo e também protestaram contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, e o governo interino de Michel Temer. Apoiadores do ato saíram às janelas com bandeiras e juntaram suas vozes às vozes das ruas.

Ana Beatriz, de 21 anos, foi à manifestação com sua filha de 8 meses. “Eu estou aqui por ela porque eu quero que ela aprenda desde cedo que não deve ser submissa”, afirmou.

As participantes ainda exaltaram o poder de mobilização das redes. “As denúncias desse caso do estupro coletivo [ocorrido no Rio de Janeiro] começaram a ser feitas pela internet e, a partir disso, conseguimos uma mobilização real e agora estamos na rua”, ressaltou Arissa Baeza, de 18 anos.

A manifestação acabou por volta de 20h30, com as mulheres lembrando que não foram 33 homens contra uma, no caso do estupro contra a adolescente carioca. Foram 33 contra todas.

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