#VotePelasMulheres: campanha quer aumentar representação feminina na política

Durante as eleições deste ano, a Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA) está realizando a campanha #VotePelasMulheres, que busca incluir os direitos das mulheres na pauta do pleito e aumentar a representação feminina nos cargos eletivos.

Junto à campanha, a organização carioca lançou uma Carta Compromisso, apresentando um conjunto de pautas com as quais candidatas/os às eleições municipais comprometidas/os com os direitos das mulheres deverão se comprometer. Veja abaixo mais informações sobre a campanha:

#VotePelasMulheres nas Eleições 2016

Da CAMTRA

Durante as Eleições de 2016, a CAMTRA inicia a campanha #VotePelasMulheres que visa pautar os direitos das mulheres e a representação feminina na política.

Nossa campanha – que conta com o apoio do Fondo Acción Urgente – LAC – tem como motivação a luta por uma sociedade igualitária e justa, na qual mulheres e homens ocupam de modo igualitário os cargos políticos e os direitos das mulheres são garantidos.  Dessa forma, acreditamos que é preciso lutar para que mais mulheres assumam cargos de representação política e, mais ainda, para que as bandeiras de luta e os direitos das mulheres façam parte das pautas políticas de todas candidatas e candidatos.

Em termos de maior representatividade nos cargos políticos, nosso país não se encontra nem um pouco próximo de uma igualdade entre os gêneros. Segundo a pesquisa de 2015 feita pela IPU – União Interpalarmentar, em um total de 190 países, o Brasil ocupa a 116º   posição no ranking de representatividade feminina no legislativo. A taxa de mulheres ocupando cargos no parlamento brasileiro, em 2015, era equivalente a 9,9%, quando a média mundial chega a 22,1%. O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer o direito das mulheres ao voto em 1932 e mesmo assim a nossa representação feminina na política e menor do que a de países como a Arábia Saudita, que até o ano passado proibia o voto feminino.

Esses dados demonstram o quanto a campanha #VotePelasMulheres é urgente no atual contexto político de nosso país. Neste momento, o Brasil se encontra em uma frágil democracia na qual há um inegável avanço de setores reacionários que colocam em riscos vários direitos que nós, mulheres, lutamos por muitos anos para serem conquistados. Essa onda conservadora influencia desde Projetos de Lei que podem contribuir para uma educação não sexista e não discriminatória até os direitos reprodutivos das mulheres e a reforma da previdência.

Além disso, recentemente vivenciamos um golpe parlamentar machista e misógino – ou seja movido pelo ódio às mulheres. Após uma experiência tão traumática, marcada por discursos e práticas violentas, é fundamental incentivarmos a atuação feminina na política brasileira. Como Dilma Rouseff, afirmou, as próximas gerações saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, o machismo e a misoginia se mostraram de modo violento e,diante disso, não podemos e não iremos recuar!

A CAMTRA, como uma instituição feminista que há 19 anos defende os direitos das mulheres, reconhece que há uma longa história de luta por igualdade de gênero em nosso país. Contudo, a luta feminista é uma luta constante, pois, independente dos avanços que conquistamos, é preciso estarmos sempre atentas para possíveis retrocessos. Em outras palavras, os direitos das mulheres nunca estão totalmente garantidos. Há ainda um extenso caminho para percorremos até construirmos uma sociedade de fato igualitária e justa.

Sem dúvida, as eleições e a esfera política fazem parte desse caminho. É preciso que toda a sociedade – e principalmente as organizações da sociedade civil e a mídia – incentive a representatividade e as pautas das mulheres e de suas diversidades nas eleições de 2016. Precisamos garantir às mulheres os seus direitos! Sem representatividade feminina não há uma democracia verdadeiramente igualitária e justa! Vote pelas mulheres, porque sem feminismo não há democracia!

Fontes:

http://www.ipu.org/wmn-e/classif.htm

https://nacoesunidas.org/participacao-feminina-nos-parlamentos-desacelerou-em-2015-diz-uniao-interparlamentar/

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