Abong

Quem somos e o que queremos

A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) foi criada em 1991. É uma sociedade civil sem fins lucrativos, democrática, pluralista, anti-racista e antissexista, e congrega 250 organizações de todas as regiões do Brasil comprometidas com a promoção dos direitos humanos, da democracia, da justiça social e ambiental, e contra todas as formas de discriminação e de desigualdades.

A forma de atuar da Associação baseia-se na articulação em redes e movimentos sociais, visando incidir na discussão dos grandes temas e nas políticas públicas de âmbito nacional e internacional. Ela também se envolve em iniciativas locais e regionais, dando visibilidade à atuação das associadas, identificando seus interesses e oferecendo apoio ao seu desenvolvimento institucional.

Para orientar as ações da Abong neste trienal, a assembleia de associadas estabeleceu cinco objetivos estratégicos:

Promover a construção compartilhada e divulgação de novos paradigmas de desenvolvimento que priorizem o bem viver, com justiça social e ambiental.

Contribuir para o avanço da luta pela Reforma Política na direção da democracia participativa e no controle social das políticas públicas.

Disseminar uma cultura de direitos humanos na sociedade brasileira, por meio de articulações que incidam na elaboração de políticas públicas.

Contribuir para a construção de um contexto político, social e legal favorável à atuação das organizações não governamentais e movimentos sociais.

Ampliar a capacidade institucional das organizações da sociedade civil, por meio do fortalecimento de sua gestão e comunicação com a sociedade.

Estrutura

A assembleia da Abong se reúne a cada três anos e elege o Conselho Diretor, a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal e o Conselho de Ética. O Conselho Diretor é responsável pelas orientações estratégicas de trabalho, com base nas prioridades políticas definidas para cada gestão. A Direção Executiva é colegiada, faz a representação política e é responsável pelo cotidiano de gestão da Associação. Ao longo de sua história, a Abong tem buscado formas de gestão democráticas e participativas, avançando na descentralização de processos de decisão. Com esse objetivo foram estruturados os regionais, com diretorias que implementam projetos próprios. Mais recentemente, foram criados Grupos de Trabalho que reúnem as associadas segundo seus interesses temáticos: Marco Regulatório; Comunicação; Gestão; Mobilização; Brasil+África; Novas concepções do desenvolvimento e Rio+20. O escritório nacional, em São Paulo, dá o suporte executivo.

Lutas e Ações

São diversas as frentes da Abong, criando sinergias graças à coerência dos princípios que regem todas as iniciativas. São eles: diversidade, solidariedade, pluralidade, autonomia, transparência, participação, liberdade, sustentabilidade e democracia.

Novas concepções de desenvolvimento

A Abong defende que desenvolvimento não é sinônimo de crescimento econômico. Tampouco é igual ao binômio “produtivismo-consumismo”. Desenvolvimento é desdobrar as potencialidades existentes nas pessoas e na sociedade para que todos tenham vida e possam construir coletivamente o bem viver. As ações da Associação nesta área visam fomentar a formulação e divulgação de novos paradigmas de desenvolvimento socioambiental. Além disso, a Abong articula-se com outras redes para fortalecer a intervenção da sociedade civil emprocessos que exigem denúncia, controle e participação social, como a construção da Usina de Belo Monte, a Transposição do Rio São Francisco, as obras para a realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil, e a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio + 20.

Marco regulatório

A Abong defende a implementação de um marco legal e de políticas públicas que criem um ambiente favorável e seguro para o envolvimento dos cidadãos e cidadãs em causas públicas. As organizações precisam dessas condições para mobilizar recursos junto à própria sociedade civil e, com legitimidade e transparência, acessar recursos públicos para realizar atividades relevantes para a democracia e para o bem comum. Com esse objetivo, a Abong se uniu a outras entidades representativas na liderança da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, canal de diálogo e negociação com o governo federal sobre essa temática.

Comunicação e transparência

A realização da missão de nossas associadas e da própria Abong exige a capacidade de se comunicar e estabelecer canais de diálogo com diferentes públicos. As pessoas precisam conhecer as causas das ONGs, suas atividades e resultados, suas fontes de recursos e canais de prestação de contas. Assim, passam a confiar mais nas organizações e na sua própria capacidade de participar e construir uma sociedade melhor, mais justa e sustentável. Sem democratizar a comunicação e o acesso à informação não é possível democratizar o Estado e a sociedade. Por isso, comunicação e transparência são áreas prioritárias em que a Abong atua, por meio de capacitação e criação de mídias. Em seu site, dá visibilidade às ações das associadas e disponibiliza informações e recursos de seu interesse. Além disso, publica um boletim eletrônico dirigido a mais de 11 mil assinantes. Com os mesmos objetivos, a Abong integra o Conselho Nacional de Transparência Pública e Combate à Corrupção e está na comissão de organização da Consocial – Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social.

Desenvolvimento institucional

A Abong desenvolve estudos e ferramentas úteis para o desenvolvimento organizacional de suas associadas, em áreas como sustentabilidade, gestão, legislação e captação de recursos. Já realizou uma série de levantamentos sobre fundos públicos e, mais recentemente, sobre o acesso das associadas a fundos privados. Faz análises periódicas do perfil das associadas quanto a campos de atuação, recursos e fontes de financiamento. Recentemente, promoveu em várias regiões do País oficinas sobre gestão de convênios e utilização do Siconv, sistema de gestão adotado pelo governo federal. Oferece também subsídios à ação política, promovendo seminários e divulgando documentos com informações, análises e posicionamentos. Além de temas transversais como democracia, equidade racial e de gênero, os estudos e publicações abordam novos desafios, como a intervenção em situações de emergência. Foi o caso da sistematização da ação das associadas em enchentes no Nordeste e no Sul, a partir da percepção de que tais problemas se tornam cada vez mais frequentes com as mudanças climáticas.

Direitos Humanos e participação

A Abong atua para fortalecer alianças com movimentos sociais e redes temáticas, em especial as que trabalham com questões como gênero, raça, diversidade sexual e outras lutas de menor visibilidade em nossa sociedade, na perspectiva de efetivação dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (DHESCAs). Com esse objetivo, integra a Plataforma DHESCA, o Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos (FENDH), a Jornada pela Legalização do Aborto e o Conselho Nacional de Segurança Pública. Engajou-se na Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política, por meio da qual quer promover a participação política das mulheres, jovens, indígenas, LGBTs e outros grupos discriminados e sub-representados.

Internacional

A Abong participa de uma série de processos internacionais ligados a redes, movimentos e organizações de ONGs ao redor do mundo. São articulações que têm por objetivo a construção de um projeto de desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente sustentável, com ênfase no respeito à diversidade e no acesso aos direitos. Sem perder a dimensão local, a Abong se insere, assim como suas associadas, nas reflexões e iniciativas da cidadania planetária. Dentre os espaços e processos de que participa, destacam-se hoje: Fórum Social Mundial; Mesa de Articulação das Associações Nacionais e Redes de ONGs da América Latina e Caribe; Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs (FIP); e Rede das Plataformas Nacionais dos Países de Língua Portuguesa.

Cooperação

A Abong tem como uma de suas prioridades a questão da sustentabilidade política e financeira das organizações da sociedade civil. No período recente, a onda de deslegitimação das ONGs e movimentos sociais abalou as condições de sustentabilidade das organizações brasileiras, num contexto em que a presença da cooperação internacional também se reconfigurou e colocou novos desafios. É política prioritária da Associação fazer um debate qualificado sobre o tema, além de promover um diálogo estratégico com estes tradicionais apoiadores das organizações que defendem direitos e lutam por um novo modelo de desenvolvimento. Neste tema, a Abong intervém de forma articulada, especialmente em espaços de debate sobre a cooperação oficial e não governamental para o desenvolvimento: Processo de Articulação e Diálogo – PAD, Open Forum e Better Aid.

Para mais informações, acesse: www.abong.org.br

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